sábado, 18 de abril de 2026

sábado, 18 de abril de 2026

Por: Heloísa Cipriano, Portal Leo Dias

Após ter o nome mencionado em uma investigação da Polícia Federal (PF), o cantor MC Gui usou as redes sociais na noite deste sábado (18/4) para dar sua versão sobre o caso e afastar suspeitas de irregularidades. Nos vídeos publicados em seu perfil no Instagram, o artista classificou a semana como difícil, mas disse estar tranquilo quanto aos fatos. Gui explicou qual a ligação de MC Ryan SP e da barbearia na qual é sócio.

Segundo ele, a citação está relacionada a uma movimentação envolvendo uma barbearia na Zona Leste de São Paulo, da qual se tornou sócio em 2023. O funkeiro explicou que, na ocasião, um dos integrantes do negócio decidiu deixar a sociedade, abrindo espaço para a entrada de um novo parceiro, que acabou sendo um cliente conhecido do local.

“Um certo dia eu tive a honra de atender um dos meus clientes, o Ryan SP, uma figura pública. Ele conheceu a barbearia e gerou o interesse nele de entrar de sociedade naquela barbearia. Obviamente a gente estava aberto naquele momento, porque um dos sócios da barbearia estava saindo da sociedade, e aí a gente introduziu o Ryan SP, que entrou de sócio na nossa barbearia. Resumindo: essa transferência aconteceu com transparência, ela foi legal e com fins comerciais”, disse Gui, reforçando que o convite foi feito de forma natural.

A declaração vem após a divulgação de que o artista recebeu R$ 150 mil de um operador financeiro ligado a investigações que apuram um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo apostas ilegais. Apesar disso, o relatório não aponta MC Gui como investigado, apenas menciona seu nome no rastreamento das movimentações.

No vídeo, o cantor também criticou a forma como o caso tem sido retratado publicamente. Para ele, parte das informações divulgadas não corresponde à realidade. “A mídia acaba montando uma narrativa e contando coisas que não aconteceram”, disse, ao justificar a decisão de se manifestar diretamente com os seguidores.

Ainda na fala, MC Gui ressaltou que muitos fãs acompanharam, à época, a mudança societária no estabelecimento. Segundo ele, houve transparência no processo. O artista concluiu reafirmando que não há irregularidades na negociação e se colocou à disposição para eventuais esclarecimentos.

Entenda a citação do nome de MC Gui no inquérito

O nome de MC Gui apareceu em documentos da PF que investigam um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro com ramificações no universo do entretenimento, das apostas ilegais e das redes sociais. Segundo os investigadores, o cantor recebeu R$ 150 mil em 2024 de Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como Belga, apontado como operador financeiro ligado à estrutura atribuída a MC Ryan SP.

A menção ao artista ocorre no contexto da Operação Narco Fluxo, deflagrada na última quarta-feira (15/4), que apura a movimentação de mais de R$ 1,6 bilhão em recursos com possível origem criminosa.

De acordo com o relatório, Belga teria atuado como uma espécie de articulador financeiro do grupo, concentrando quantias elevadas vindas, sobretudo, de intermediadoras ligadas a plataformas de apostas, para depois redistribuir os valores. Foi nesse rastreamento que os investigadores localizaram o envio de R$ 150 mil para a conta de MC Gui, em uma única operação realizada entre maio e junho de 2024.

A investigação também passou a mirar outras movimentações atribuídas ao núcleo financeiro de MC Ryan SP. Entre elas, está uma transferência de R$ 4,4 milhões feita por uma empresa que tem Pablo Marçal como um dos sócios. O inquérito aponta que o valor foi direcionado à conta pessoal do funkeiro e depois usado em operação envolvendo a compra de um helicóptero. Marçal afirmou que o repasse se refere a uma negociação imobiliária formalizada e documentada.

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