sexta-feira, 10 de abril de 2026

Por: Karol Gomes, Portal Leo Dias

O jornalista esportivo Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, passou a ser alvo de uma investigação criminal em São Paulo por suspeitas de violência doméstica contra a ex-namorada, cuja a identidade está sob sigilo. O caso envolve acusações de lesão corporal qualificada, violência psicológica, injúria e danos materiais, enquadradas tanto na Lei Maria da Penha quanto no Código Penal.

A investigação ganhou repercussão após a colunista Alícia Klein, do UOL, divulgar informações presentes no inquérito policial instaurado em março no 11º Distrito Policial de Santo Amaro, na zona sul da capital paulista.

O influenciador foi formalmente convocado pelas autoridades no dia 18 de março para prestar esclarecimentos. O depoimento ocorreu dentro do prazo estipulado, na quinta-feira (9/4), e foi realizado ao longo da manhã e início da tarde, com a presença de seu advogado.

A denúncia partiu de uma mulher de 32 anos, cuja identidade está sob sigilo. Ela manteve um relacionamento de cerca de dez meses com Cartolouco e, segundo a queixa apresentada por sua defesa, teria sido vítima de um ciclo contínuo de abusos, incluindo agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais ao longo do período.

O histórico do influenciador já havia sido exposto anteriormente. Em 2020, durante sua participação no reality show “A Fazenda”, da Record, vieram à tona mensagens em que ele admitia ter agredido outra ex-namorada. Na ocasião, reportagens também apontaram relatos de ex-companheiras que descreveram relações marcadas por traições, ofensas e episódios de violência. Apesar disso, Cartolouco seguiu atuando nas redes sociais, onde acumula milhões de seguidores.

No inquérito atual, a investigação reúne um conjunto de provas considerado consistente, incluindo conversas, áudios, imagens, registros de câmeras de segurança, além de laudos médicos e psicológicos e o depoimento de uma testemunha que teria presenciado uma das agressões.

Entre os relatos, constam episódios de comportamento controlador, ameaças e ataques verbais recorrentes com termos de teor misógino, como “vagabunda”, “puta”, “por isso que eu te traio” e “você é igual a todas as mulheres que eu já comi”.

Documentos médicos anexados ao processo indicam que a vítima apresentou piora significativa em sua saúde mental durante o relacionamento, com sintomas de ansiedade e depressão associados às agressões relatadas.

Um dos episódios mais graves teria ocorrido em dezembro de 2025, durante uma viagem a Cusco, no Peru. Conforme o relato, a mulher foi agredida em duas noites seguidas dentro do quarto de hotel, sofrendo chutes, empurrões e cusparadas. Ainda segundo a denúncia, o influenciador teria destruído objetos pessoais da vítima, como óculos, celular e um escapulário retirado à força de seu pescoço. Esses itens foram preservados e entregues às autoridades como evidência. Durante as agressões, ele teria mencionado espontaneamente uma ex-companheira que já havia obtido medida protetiva contra ele em 2023.

Já em janeiro de 2026, em São Paulo, outro episódio foi registrado: o investigado teria lançado uma bebida no rosto da vítima e, em seguida, encostado um cigarro aceso em sua orelha, provocando queimadura. A cena teria sido testemunhada por uma pessoa que prestou depoimento formal no inquérito.

Ainda segundo os autos, na madrugada de 31 de janeiro, após os episódios de violência, o influenciador tentou acessar o apartamento da vítima sem autorização. A entrada foi barrada por seguranças do condomínio, e a movimentação foi registrada por câmeras.

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